Outubro Rosa

O movimento conhecido como Outubro Rosa nasceu nos EUA na década de 90 com o objetivo de estimular a população no controle do Câncer de Mama. A data é comemorada anualmente com o intuito de compartilhar informações sobre a importância da detecção precoce do Câncer de Mama.

Cada ano vem aumentando a adesão ao movimento, que visa chamar atenção, diretamente, para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce.

Durante muito tempo, as campanhas de conscientização para o câncer de mama divulgaram a idéia de que o autoexame das mamas, baseado na palpação, era a melhor forma para detectá-lo precocemente. Mas o tempo passou, a medicina evoluiu e as recomendações mudaram.

O autoexame continua sendo importante, mas de forma secundária. Quando o tumor atinge o tamanho suficiente para ser palpado, já não está mais no estágio inicial, e as chances de cura não são máximas.

A mamografia é o único exame diagnóstico capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda tem menos de 1 centímetro. Com esse tamanho, o nódulo ainda não pode ser palpado. Mas é com esse tamanho que ele pode ser curado em até 95% dos casos.

A mamografia é um método de imagem para o diagnóstico precoce (detecção precoce) da doença, porém o mais importante é a PREVENÇÃO.

O importante é, na realidade, focar este sério assunto nos 12 meses do ano, já que a doença é implacável e se faz presente não só no mês de outubro. No entanto, este mês é representativo para a causa, tornando-se especial e destacado dos demais.

O câncer é uma doença quem vem crescendo nos últimos anos e podemos observar o avanço rápido nos casos em todos os sexos e idades. Sabemos que o fator ambiental (estilo de vida) tem grande influência na incidência do câncer e que nossas escolhas diárias são fundamentais para determinar saúde ou doença. Genética não é destino.

A alimentação é um dos fatores que mais influenciam a nossa QUALIDADE DE VIDA. Infelizmente, nas últimas décadas, nossa alimentação tem sofrido profundas mudanças, principalmente em relação ao uso abusivo de produtos industrializados e/ou processados/refinados (refrigerantes, biscoitos, “fast food”) e ao exagerado consumo de produtos de origem animal, frente ao baixíssimo consumo de frutas, legumes e verduras.

Devemos prestar atenção no que comemos! Muitas vezes, um produto alimentar é considerado “saudável” pela ausência de gorduras, açúcar e calorias. Valoriza-se a ausência e se paga mais caro por ela. Vamos valorizar a qualidade dos nutrientes naturalmente presentes nos alimentos. Comer comida de verdade.

Os fatores de risco modificáveis para o CÂNCER incluem:

  • Uso de tabaco;
  • Alimentação inadequada;
  • Inatividade física;
  • Obesidade;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Radiação ultravioleta (solar) e ionizante (raio x);
  • Agentes infecciosos (HPV, Hepatite B e H. Pylori);
  • Exposição ocupacional a agentes tóxicos;
  • Poluição ambiental;
  • Comportamento sexual (fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do HPV).

Você tira um tempo para ouvir seu corpo ou apenas toma uma pílula? Escute o seu corpo, ele está conversando com você e a maneira que ele encontra de FALAR é através de sintomas. Quando o seu corpo ‘”GRITA” é porque ele está cansado de apenas falar. Esteja atento!

Costumo bater sempre nessa tecla porque acredito na importância das escolhas conscientes.

Nós, seres humanos temos o poder de escolher o que queremos para nossas vidas, diferente da semente que não pode decidir que não quer virar árvore. A laranjeira nunca conseguirá dar manga. Por algum motivo a você foi dado o poder de escolher e acreditar no que quiser, portanto acredite em você e no seu poder de decisão sobre a sua vida. Alimente as suas possibilidades, não suas limitações.

Você já conversou com algum fumante que não sabia que o cigarro faz mal para a saúde e pode causar câncer de pulmão? Provavelmente não! Porque todos sabem o mal que estão fazendo para seu corpo, mas por vários motivos escolheram continuar fumando.

Uma longa jornada começa com o primeiro passo. Mude seu modo de reagir à vida. Menos reclamação e procrastinação, mais ação e positividade. Cultive boas relações, tenha atitudes e ações positivas, não se esqueça de cuidar da mente. Não adianta comer alimentos orgânicos, fazer atividade física, cuidar do corpo e esquecer-se de cuidar dos pensamentos. Esteja alerta, presente e consciente, queira o bem para você e para todos. Somos todos um.

Da mesma maneira que as emoções negativas criam doenças ou aumentam muito sua gravidade, as emoções positivas reforçam o sistema imunológico e evitam doenças.

Dar muita ênfase as notícias ruins que vemos na TV não nos ajuda em nada, e piora a vida de muita gente. Não é fugir da realidade, mas criar uma nova realidade porque não estamos contentes com tudo que acontece. Para isso precisamos de um tempo para nós, para desintoxicar os pensamentos e ações, para nos rodearmos de notícias boas, motivos para rir.

Agrotóxicos

Existem motivos para preocupação com o uso de agrotóxicos? SIM! Os efeitos do uso de agrotóxicos na saúde humana têm sido abordados em diversas pesquisas, as quais têm detectado a presença dessas substâncias em amostras de sangue humano, no leite materno e resíduos presentes em alimentos, apontando a possibilidade de câncer, doenças mentais e disfunção de reprodutividade humana. Infelizmente o BRASIL está em 1º lugar no uso de pesticidas.

Para minimizar os efeitos causados pelo uso de agrotóxicos:

Prefira alimentos orgânicos, pois contém maior carga de agrotóxicos.

Prefira alimentos regionais,

Busque sempre alimentos da estação, são mais baratos, nutritivos e contém menos agrotóxicos.

Tenha uma hortinha em casa.

Se liga..

O bisfenol A (BPA) é um xenoestrógeno, isto significa que ele confunde os receptores celulares no organismo e se comporta de forma parecida à dos estrógenos naturais. Por este motivo, o BPA é considerado um disruptor endócrino (DE).

Essas substâncias, de maneira geral, desequilibram o sistema endócrino, modificando o sistema hormonal. Os efeitos do BPA no organismo podem causar aborto, anomalias e tumores do trato reprodutivo, câncer de mama e de próstata, déficit de atenção, de memória visual e motor, diabetes, diminuição da qualidade e quantidade de esperma em adultos, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), hiperatividade, infertilidade, modificações do desenvolvimento de órgãos sexuais internos, obesidade, precocidade sexual, doenças cardíacas e síndrome dos ovários policísticos.

A molécula do BPA é muito instável e pode migrar dos produtos para os alimentos apenas com mudanças de temperatura ou danos à embalagem.

Como evitar a exposição ao BPA:

  • 1 – Use mamadeiras e utensílios de vidro ou BPA free para os bebês.
  • 2 – Jamais esquente no microondas bebidas e alimentos acondicionados no plástico. O bisfenol A é liberado em maiores quantidades quando o plástico é aquecido.
  • 3 – Evite levar ao freezer alimentos e bebidas acondicionadas no plástico. A liberação do composto também é mais intenso quando há um resfriamento do plástico.
  • 4 – Evite o consumo de alimentos e bebidas enlatadas, pois o bisfenol é utilizado como resina epóxi no revestimento interno das latas.
  • 5 – Evite pratos, copos e outros utensílios de plástico. Opte pelo vidro, porcelana e aço inoxidável na hora de armazenar bebidas e alimentos.
  • 6 – Descarte utensílios de plástico lascados ou arranhados. Evite lavá-los com detergentes fortes ou colocá-los na máquina de lavar louças.
  • 7 – Caso utilize embalagens plásticas para acondicionar alimentos ou bebidas, evite aquelas que tenham os símbolos de reciclagem com os números 3 e 7 no seu interior e na parte posterior das embalagem. Eles indicam que a embalagem contém ou pode conter o BPA na sua composição.

Vamos almejar saúde o ano todo para que a vida seja sempre como um jardim alegre e colorido.

Rosane Silva
Rosane Silvahttps://cienciasdasaude.org
Especialista em curas naturais.

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